quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Paraibanos embarca rumo à Brasília. PEC 300 já!

O relator da Proposta de Emenda a Constituição - PEC 300, deputado federal Major Fábio (DEM-PB) acompanhou o embarque da delegação paraibana. O Major Fábio chega à Brasília na manhã desta terça-feira (2), onde se incorpora ao movimento que ecoou no Brasil inteiro. -Caravanas de todo Brasil já iniciaram o deslocamento rumo à Brasília. Já recebi a informação que os grupos do Espírito Santo, Maranhão e Pará já estão na Câmara Federal ao lado do deputado Capitão Assumção, confirmou o Major. Image 

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A caravana dos Policiais e Bombeiros Militares paraibanos já partiu com destino à Brasília. A expectativa é que no início das atividades Legislativas, milhares de PM,s e BM,s de todo Brasil lotem as galerias do Congresso Nacional em defesa da PEC 300.









Segundo o deputado, a mobilização vai ficar marcada entres as maiores já realizadas na história da capital da República. Foram fixados centenas de cartazes nas portas dos gabinetes dos parlamentares que apóiam a PEC 300. “É a força dos guerreiros do Brasil em defesa de uma causa justa, e que merece atenção do país”, reforçou o deputado da Paraíba. - Wellington A. Oliveira - Colaborador

PEC 300 é agora! Policiais e Bombeiros invadem Brasília


10 mil Policiais Militares e Bombeiros Militares de vários Estados do Brasil participaram na manhã desta terça-feira, da Marcha em defesa da aprovação PEC 300. A caminhada partiu da Catedral de Brasília com destino ao Congresso Nacional, onde estava sendo realizada a abertura do ano Legislativo, com a presença do vice-presidente da República, José Alencar.

Os deputados federais Major Fábio e Capitão Assumção intercederam junto ao presidente do Congresso Nacional para que um grupo de PM,s e BM,s assistissem a Sessão. “PEC 300 já, PEC 300 já”, foi à frase entoada pelos Militares na galeria do Plenário da Câmara.

Logo na concentração os PM,s e BM,s ouviram os pronunciamentos dos deputados federais que lutam em defesa da PEC 300. Capitão Assumção (PSB-SC), Ilderlei Cordeiro (DEM-AC), Paes de Lira (PSC-SP), Flávio Bezerra (PMDB-CE) e Major Fábio (DEM-PB).

O paraibano relator da PEC 300 explicou que, a mobilização nacional em defesa da aprovação piso salarial nacional é um sonho que se torna realidade. “Esse é um momento emocionante, histórico para o parlamento brasileiro. Que Deus abençoe essa grande manifestação”.

A mobilização em Brasília segue com reuniões e a presença dos Policiais e Bombeiros nas galerias do Congresso. Em Plenário os deputados federais trabalham junto aos líderes partidários a inclusão da PEC 300 na pauta de votações.

Homenagem


O deputado federal Major Fábio lamentou o falecimento dos Policiais Militares do Mato Grosso do Sul. Francisco Valençuelo Lopes e Adevaldo Alves faleceram vítimas de acidente automobilístico, quando se preparavam para participar da Marcha rumo à Brasília.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Um pouco de Humor?!


 

   
   
   
   
Não faça isso em casa...
 
Quem pode, pode!
 
Me ajuda!!!!

Policial capixaba, após a nova escala.... hahaha
Calma gente, é laquê





Nosso colega de "Um Tira na Pesada" Aksel Foley, mandando uma mensagem para o Nazareno...
Um presentinho dos Policiais do Rio de Janeiro para o Nazareno.  
 

O QRA dele é Nazareno

Isso é pra não se meter a besta!!!  QRA do mesmo:  Nazareno Filho. 

9 motivos pra aprovarem a PEC 300


1- A nossa PEC 300 foi formada pelas mãos de 700.000 bombeiros e policiais. Teve mobilização nacional, não foi articulada de cima pra baixo. Não há como perdermos com ela. PEC 300 resgata a nossa dignidade para sempre.

2 - Os policiais do brasil todo estão de olho no que os senhores estão fazendo, as eleições estão chegando.

3 - Primeiro falaram que a PEC 300 era inconstitucional. Ela foi aprovada por unanimidade na CCJC da Câmara;

4 - Depois falaram que piso salarial nacional feriria o pacto federativo. Ora, companheiros, e o piso salarial dos professores? Aprovamos o piso dos agentes comunitários de saúde. Está vindo a dos médicos e odontólogos;

5 - Falaram que a complementação salarial por parte da União quebraria o Brasil. Pois bem: levantamento feito por uma empresa conceituada registrado por uma revista semanal na última edição de 2009 registra que a complementação giraria uma demanda na ordem de R$ 3,5 bilhões anuais. O Ministério da Educação joga pelo ralo, todo o ano, com políticas inadequadas de repetência e evasão escolar, políticas que está mais do que comprovado que não dão certo, pasmem, R$ 15 bilhões e 100 milhões de reais.

6 - Um exemplo: A União entregou ao BNDES no final do ano de 2009 a bolada de R$ 90 bilhões de reais para ser emprestada às empresas privadas a fundo perdido. Vou dar um exemplo do que pode ser feito com essa bolada. Vamos supor que o cidadão X solicite um empréstimo de R$ 500 milhões de reais para criar e manter uma empresa. Dois meses depois ele, decretando falência, o BNDES fica sem receber o que era do povo e o cidadão X se torna o mais novo milionário da nação brasileira. Isso é incrível!!! Entenderam??? Ninguém pode alegar mais que não há dinheiro para se complementar salário dos guardiões da paz.

7 - Aprendemos a nos mobilizar. Descobrimos os caminhos das pedras.

8 - E nós, descobrimos através da internet a força da nossa união nacional sem nunca termos nos visto em pessoa. A web nos aproximou. A web possibilitou-nos transformarmos a PEC 300na proposta mais solicitada na Câmara. Mais de 6 milhões de acessos. Quebramos o recorde de acessos desde a criação da intranet na Câmara. A internet nos aproximou e encurtou distâncias.

9 - Estaremos colocando cartazes nas portas dos gabinetes dos 513 parlamentares com os seguintes dizeres: PEC 300 JÁ. EU VOTO SIM. DEPUTADO FULANO DE TAL. Como nas pragas do Egito, estaremos marcando as portas dos nossos abençoados. Estamos fazendo a nossa parte, e vocês ? SENHORES DEPUTADOS.

LEMBREM-SE QUE: SOMOS UM ELEFANTE AMARRADOS A UM PÉ DE ALFACE.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bolsa Olimpica gera dúvidas em todo Brasil

 


De acordo com o Ministério da Justiça, o benefício de R$ 1,2 mil começará a ser pago ainda em 2010, mas como o decreto não foi publicado, ainda há muitas incertezas. Se for concedido a todos os policiais civis e militares, bombeiros do estado e aos guardas municipais da cidade do Rio, o abono poderá beneficiar mais de 70 mil servidores.

Policiais civis e militares e bombeiros de todo o estado poderão ganhar a Bolsa Olímpica. A gratificação será estendida a guardas municipais, mas apenas da cidade do Rio de Janeiro. O Ministério da Justiça pretende pagar o benefício de R$ 1,2 mil a partir de julho de 2010.


Mas, para ter direito à Bolsa Olímpica, os profissionais terão que participar de cursos, pelo menos, uma vez por ano. As aulas serão oferecidas pelo Ministério da Justiça e falam, por exemplo, de policiamento comunitário e direitos humanos, e poderão ser feitas também pela internet. O governo federal pediu ainda mudanças na escala de trabalho dos policiais, o que pode acabar com o “bico”, que é o trabalho extra, não permitido pela corporação, mas muito comum na polícia.

“Organizar essa questão dos turnos, acabar com essa história de 12 horas de trabalho por 72 horas de folga, de 12 horas de trabalho por 48 horas de folga, para dar uma ordem, uma organização. E isso o estado sequer faz”, afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro.

O decreto que cria a Bolsa Olímpica ainda não foi publicado e já começou a gerar dúvidas. Os profissionais não sabem se haverá um número máximo de benefícios concedidos e se eles ficarão limitados a um determinado teto-salarial. Guardas municipais de outras cidades, que poderão dar apoio aos jogos, também querem receber.

Nesta quarta-feira, o site do Ministério da Justiça ficou congestionado. As inscrições ainda não começaram, mas policiais, por engano, tentavam se cadastrar em um outro programa.

A bolsa recebeu críticas da Associação de Praças da Polícia Militar e Bombeiros. A entidade defende que a gratificação seja estendida aos aposentados e cobra também a criação de uma lei estadual para incorporar o benefício aos salários.

“Não temos nenhuma garantia que será incorporado ao salário, porque, até 2016, uma série de coisas pode acontecer. Os próximos governos podem não aceitar e não conceder esse benefício. E aí. como vai ficar?”, questionou Wanderley Ribeiro, presidente da associação.

Tarso Genro sugeriu que o estado crie uma lei para que a Bolsa Olímpica seja incorporada aos salários após os Jogos Olímpicos de 2016. A Secretaria de Segurança Pública informou que só vai se manifestar depois que o decreto federal for publicado.


ASPOL LEVARÁ “BRIGA” PELA EXTENSÃO DA BOLSA OLÍMPICA A BRASÍLIA
 
A notícia de que a bolsa olímpica será apenas para os policiais das cidades sede, deixaram policiais civis e militares de outros estados insatisfeitos, como no caso da Paraíba. “Ocorrerá no início de fevereiro um encontro de todas as entidades policiais do Brasil, tanto civis como militares, e levaremos esta “briga” para o âmbito nacional. Ainda esta semana estaremos procurando as entidades da co-irmã Polícia Militar para que possamos traçar diretrizes para esta luta de todos nós.” , reagiu o presidente Flávio Moreira.
Segundo o presidente da Aspol, o Ministro da Justiça está pensando “pequeno” e tentando economizar como se segurança fosse apenas para a Copa do Mundo. “Não é justo que haja tratamento diferenciado, pois somos todos brasileiros e a segurança pública do cidadão da Paraíba vale o mesmo que dos demais Estados, bem como as nossas vidas e deve ser permanente. O Ministro quer de um jeito, mas certamente o presidente Lula e a Ministra Dilma pensarão em todo o país, já que o slogan de seu governo é “Brasil, um país de todos”.”, concluiu Flávio Moreira.

Prevenção e o Combate aos Incêndios Florestais


Os incêndios florestais produzem grande quantidade de fumaça, fecham aeroportos e levam milhares de pessoas com problemas respiratórios aos hospitais, além de provocarem inúmeras colisões no tráfego. Quando agem de forma mais devastadora, matam espécies silvestres e o gado, queimam cercas e destroem lavouras, pomares, plantações e, principalmente, a vegetação em seu estado natural. Contudo, as manchetes sobre queimadas e incêndios dessa natureza no Brasil não refletem toda a magnitude do problema. 
 
O fogo é a maior ameaça para a integridade biológica da Amazônia, por exemplo, a mais extensa e rica floresta tropical do planeta. O risco é que essa floresta exuberante, assim como os outros biomas do país, seja transformado em fragmentos empobrecidos dominados por plantas invasoras e por vegetação pirogênica, devido aos efeitos do aumento de eventos de seca severa e, de forma combinada, das atividades humanas, que desgatam a resistência da floresta às chamas.
 
Ocorre ainda que as inúmeras queimadas no Brasil são feitas de maneira aleatória, com desrespeito aos padrões mínimos de segurança e prevenção de incêndios florestais, como a construção de aceiros e o respeito a algumas distâncias de segurança (para fios de alta tensão e rodovias, por exemplo).
 
Nesse contexto, os Corpos de Bombeiros do Brasil e outras instituições estruturam-se e organizam-se para melhor enfrentarem essa problemática que traz prejuízos em várias esferas. O IBAMA, por exemplo, desenvolve atividades de suma importância na formação de brigadas de incêndio florestal ao longo do Brasil, através do trabalho desempenhado pelo Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais - PREVFOGO.
Informe-se mais sobre o tema. Saiba como atuar na prevenção e combate consultando materiais de referência:

Manual de Combate a Incêndios Florestais do CBSP - DOWNLOAD (PDF - 963 Kb)

Manual de Combate a Incêndios Florestais da Escola Nacional de Bombeiros de Portugal - DOWNLOAD (PDF - 3,5Mb)

Floresta em chamas: origens, impactos e prevenção do fogo na Amazônia - DOWNLOAD (PDF - 1,6Mb)

Amplie seus conhecimento


soubombeiro.blogspot.com/

Do Histórico do Fogo e da Prevenção de Incêndios




Conhecer sobre o surgimento do fogo e entender como o homem passou a dominá-lo é uma informação de relevante interesse para a formação profissional dos homens do fogo. Além do mais, essa compreensão também se associa ao nosso próprio entendimento como indivíduos, uma vez que se constitui em um dos marcos de transformação histórica e cultural da Humanidade.

Baixe o arquivo sobre o Histórico do fogo e da prevenção de incêndios e saiba mais sobre este tema.

DOWNLOAD (PDF - 57 Kb)

O que é Rapel?

RAPEL


Palavra Francesa que significa trazer, recuperar, voltar. Hoje, com passar dos anos podemos afirmar que se trata de uma técnica aplicada em descida vertical em corda por grupos de operações e forças especiais do mundo inteiro, incluindo a escalada em rocha e geleira.
As técnicas são aplicadas em várias situações e terrenos como: retorno de uma escalada, resgate, intervenções de forças especiais, espeleologia, cachoeiras, prédios, pontes e outros tipos de descidas.
A descida vertical em corda consiste em uma série de procedimentos e condutas. É preciso estar preparado psicologicamente e fisicamente pois o rapel proporciona uma perda de energia potencial gravitacional de maneira controlada, na passagem de um corpo na vertical (entre dois níveis de altura). Em outras palavras, poderíamos dizer que seria uma descida vertical em corda, onde a ação da gravidade é superada e controlada pela técnica e pelo prazer.
Não poderíamos deixar de relatar o surgimento da escalada e da técnica vertical em corda conhecida como rapel onde verdadeiramente se deu: nos Alpes, depois da conquista do Mont Blanc, em 1786, por Jacques Balmat e pelo Doutor Paccard.
Em seguida deu-se início a técnica vertical em corda em 1879 por Jean Charlet-Stranton e seus companheiros Prosper Payot e Frederic Folliguet. Mas existem outras versões e segredos para o surgimento desta arte que encanta a todos através da magia da emoção e adrenalina.
Fonte: www.rapelradical.com.br

RAPEL

O rapel consiste no uso de uma série de procedimentos e equipamentos visando uma perda gradativa de energia potencial, de maneira controlada, na passagem vertical de um ser humano entre dois níveis de altitude. Em outras palavras: São técnicas de descida vertical em corda.
Derivado do alpinismo, o rapel têm origem na França, inicialmente criado para a busca de pessoas perdidas nos Alpes. Hoje, apresenta iversas sub-divisões e adaptações à geografia dos países onde vai sendo introduzida e se tornando popular.
O Brasil, por suas características tropicais e grande riqueza fluvial, se presta muito bem à exploração consciente e prática do esporte; Esta é uma mania que vem conquistando mais adeptos a cada dia.
Existem mesmo aqueles que, não estando ao alcance de uma bela cachoeira, se prestam a procurar um tipo de rapel urbano, utilizando inclusive como técnicas de salvamento e resgate.

Tipos de Corda

1. Corda Estática

Pela definição técnica americana, uma corda estática deve ter o coeficiente elástico passivo (carga de 90 kg) de menos de 2% e apresentar um baixo coeficiente de deformação até muito próximo da carga de ruptura. A especificação de carga obviamente varia de acordo com o diâmetro do material em questão. Para se ter um parâmetro comparativo, uma corda de escalada com 11 mm de diâmetro possui a elongação passiva da ordem de 7,5% e a deformação máxima próxima da carga da ruptura supera 30%.
Note-se que o parâmetro elástico não consegue por si só definir a corda estática e mesmo aquelas que são virtualmente estáticas podem não possuir a aprovação de um órgão oficial, por exemplo a NFPA (National Fire Protection Association - EEUU).
No Brasil a maioria das pessoas chamam as cordas não dinâmicas de estáticas. Nós defendemos a tese de que apenas as cordas com características definidas tecnicamente como estáticas devem assim ser chamadas. As que não se enquadram nessa categoria devem ser chamadas de cordas de baixa elasticidade, principalmente para evitar confusões e o mau uso.
Cordas estáticas são especialmente úteis em situações em que a elasticidade (efeito iô-iô) é perigosa e são recomendadas para todas as situações em que o risco de impacto não existe.
Exemplos de uso: Espeleologia (uso genérico), rapel, resgate, operações táticas e segurança industrial.

2. Corda de Impacto

Em certas situações de segurança industrial e mesmo em resgate, existem operações com possibilidade do sistema sofrer impacto. Na área industrial é comum o emprego de corda estática em conjunto com lanyards (amortecedor passivo de choque) em operações que podem envolver carga de choque.
Os amortecedores de choque não são recomendáveis para sistemas tradicionais de resgate como içagem e tirolesas mas podem ser úteis para alguns sistemas específicos para minimizar o choque - tanto no pessoal quanto na ancoragem.
A corda de impacto difere da estática por possuir o coeficiente elástico mais progressivo podendo sofrer elongação superior a 20% próximo à carga de ruptura. A PMI está na fase final do desenvolvimento da Corda de Impacto (um projeto 100% novo) que deverá estar no mercado no segundo semestre de 97. Atenção: A corda de impacto é corda de impacto. Ela não é dinâmica e muito menos estática.
Exemplos de Uso
Resgate, operações táticas e segurança industrial quando existe a possibilidade de impacto.
Características, Parâmetros Técnicos e Cuidados

FLEXIBILIDADE

Se você está buscando uma corda de fácil manuseio, talvez fique tentado a comprar a corda mais macia que encontrar no mercado. Mas antes de mais nada, você deve considerar os pontos do projeto que envolvem a fabricação de uma corda mais flexível: A- Menos material na capa ou na alma, B- Menos fibras na capa, C- Capa mais solta sobre a alma, D- Malha mais aberta no trançado da capa.
O emprego de qualquer um destes pontos (ou a combinação deles) aumenta a flexibilidade de uma corda. Mas dependendo do processo escolhido pelo fabricante, acaba também diminuindo a resistência à abrasão, corte, derretimento e ao próprio uso. Também pode diminuir a proteção à alma, que em termos de estrutura é a parte fundamental da corda.
É certo que você deve ter uma corda que combine manuseabilidade e resistência. Mas também é certo que a manuseabilidade é um parâmetro relativo. Um usuário bem treinado e com técnica correta consegue trabalhar bem mesmo em cordas consideravelmente mais duras do que a média. Este é um dos pontos que diferenciam um usuário profissional.

COR

Para muitas pessoas a cor de uma corda é mera questão de gosto pessoal. Mas as cores podem também ter funções importantes. Por exemplo, uma corda laranja possui melhor visibilidade em ambientes pouco iluminados e também aparecem bem em ambientes de fundo claro (cordas brancas ou amarelas possuem boa visibilidade mas não com fundo claro). Por outro lado, unidades táticas devem utilizar cordas escuras ou camufladas de acordo com o ambiente, exatamente com o intuito de fazer a corda desaparecer no ambiente.
Cordas com capa colorida em relação à alma branca possibilitam a fácil identificação de danos localizados. Os times de resgate que utilizam mais de uma corda empregam em geral materiais de diferentes cores para fácil identificação durante as operações. Cordas com cores diferentes facilitam a comunicação e evitam confusões.

CUIDADOS

1. Produtos químicos: Existem dois grupos de produtos relativamente comuns (principalmente em ambientes industriais) que não devem entrar em contato com cordas: ácidos e hidrocarbonetos (derivados de petróleo).
Existem vários relatos de acidentes por rompimento de corda devido ao enfraquecimento do material causados por esses grupos de produtos. E é ao mesmo tempo interessante e assustador saber que uma parcela considerável dessas contaminações ocorreram dentro dos carros. A água (ácido) das baterias tem sido um dos vilões da história juntamente com resíduos de óleo, querosene, gasolina e diesel.
Os hidrocarbonetos ainda são detectáveis em maior ou menor grau devido ao cheiro e cor. Mas os ácidos são extremamente perigosos sendo que muitas vezes a corda se mantém em perfeito estado visual, mesmo quando consideravelmente degradada.
2. Pré-Tensionamento: Mesmo as cordas tecnicamente estáticas possuem uma pequena elasticidade. Dependendo do tipo de operação ou comprimento da corda, essa característica pode não ser bem vinda.
Assim sendo é uma prática relativamente comum pegar uma corda nova e tensionar com carga de 200 a 300 kg antes do uso. Isso faz com que ela sofra uma esticadinha de caráter definitivo, tornando-a um pouco mais estática.

VIDA ÚTIL

A vida útil de uma corda não pode ser definida pelo tempo de uso. Ela depende de vários fatores como grau de cuidado e manutenção, freqüência do uso, tipo de equipamentos que foram utilizados em conjunto, velocidade de descida em rapel, tipo e intensidade da carga, abrasão física, degradação química, exposição a raios ultravioleta, tipo de clima etc.

A Importância dos Nós na Escalada

Escaladores depositam uma confiança extrema em cordas e fitas; consequentemente, confiam as próprias vidas aos nós. Vistos como uma "ciência" incompreensível por alguns, os nós representam a mais refinada forma de resolver algumas situações na rocha, através da combinação dos vários tipos existentes. Trabalham também com a ligação do escalador ao "mundo seguro", unindo seu corpo aos sistemas de segurança.
Enfim, o conhecimento profundo dos nós aqui apresentados pode separar o sucesso do fracasso numa escalada. O treinamento na confecção deve ser constante, através de um cordelete ou um pedaço de fita. Faça e desfaça os nós dezenas de vezes, com uma ou duas mãos, até que consiga montá-los de olhos fechados. E, mais importante, utilize-os abundantemente nas suas escaladas. Quanto mais prática, melhor! Afinal, é para isso que você está aprendendo a faze-los.

A dupla inspeção visual

Os nós conectam escaladores às cordas e às ancoragens, unem cordas e fitas, possibilitam resgates. Um nó bem acabado deve ser perfeitamente "assentado", sem voltas soltas. Deve também estar ajustado e apertado, para evitar que se desfaça com a movimentação natural da corda.
Após a conclusão do nó, uma dupla inspeção visual é indispensável, e pode evitar acidentes fatais. Caso alguma coisa pareça errado com o nó, não tente consertar. Desfaça tudo e comece novamente, e crie o hábito de sempre inspecionar os nós do seu parceiro.

Resistência dos nós

Naturalmente, uma corda ou fita são mais fortes quando tensionadas diretamente, sem curvas ou dobras, em linha reta. As voltas e dobras de um nós reduzem a resistência de carga da corda ou fita. Quanto mais abruptas forem as curvas, menor será a resistência. Por este motivo, alguns nós são mais fortes que outros.
De qualquer maneira, a redução da resistência não é tão catastrófica assim, com exceção do Nó Quadrado, que reduz 55% a resistência da corda. Fitas com mais de 15 mm, tubulares ou "flat", devem preferencialmente ser costuradas. Não utilize uma fite emendada com nó para segurar altas taxas de carga. Tenha sempre um conjunto de fitas costuradas, em várias medidas.

Fonte: www.rapel.net